O que as empresas aprendem ao cocriar com estudantes universitários
O que as empresas estão aprendendo com os estudantes universitários?
Há um movimento consistente no ecossistema de inovação, em que grandes empresas têm reconhecido o valor de se aproximar de estudantes universitários, não apenas como iniciativa institucional, mas como estratégia para cocriação, prototipagem e identificação de novas oportunidades.
Ao integrar jovens que ainda não foram moldados pelas dinâmicas tradicionais do mercado, com limitações de prazos, políticas e histórico de tentativas, as organizações ampliam sua capacidade de enxergar possibilidades sob novas perspectivas. Esse público, já habituado a tecnologias emergentes, contribui para revelar tendências e caminhos ainda pouco explorados pelas corporações.
Programas voltados à inovação funcionam como ambientes seguros e estruturados, permitindo testar ideias com maior liberdade. O Campus Mobile é um bom exemplo. O programa é uma iniciativa do Instituto Claro em parceria com a Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), com o apoio do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI-USP) e do BeOn, hub de inovação da Claro. O concurso de inovação nacional faz a ponte entre estudantes universitários, mestrandos, doutorandos e recém-formados com profissionais de inovação e diversas outras áreas do mercado.
Os participantes selecionados recebem mentoria técnica multidisciplinar e participam de uma semana imersiva de atividades presenciais na Claro e no INOVA USP. Os projetos vencedores são premiados com uma viagem de imersão ao Vale do Silício, além de um investimento para impulsionar suas soluções. Ao longo de seus 14 anos de existência, o Campus Mobile acumulou muitas histórias para contar. Separamos duas das mais recentes:
A Passabot, startup brasileira criada por bolsistas do Insper e do ITA, que usa inteligência artificial para vender passagens aéreas direto pelo WhatsApp, foi vencedora da 13ª edição do Campus. Agora, no início de 2026, os fundadores divulgaram a captação de 1,2 milhão em investimentos-anjo, com valuation de R$ 15 milhões.
A startup recifense Roteo, vencedora da 12ª edição, especializada em roteiros turísticos e de lazer, criou uma rota pelo Recife Antigo baseada em locações de filmes de Kleber Mendonça Filho. Desenvolvido com o Embratur LAB e a Prefeitura do Recife, o projeto fortalece o turismo audiovisual e valoriza a cultura local.
A experiência convida o público a redescobrir a cidade por meio de cenários que marcaram o cinema pernambucano. Assim surge a Rota Cinematográfica “A Cidade no Cinema de Kleber Mendonça Filho”, conectando cinema, história e território.
São iniciativas como essa que ampliam a visão das empresas, impulsionam insights e estimulam a criação de soluções em um ambiente que favorece a colaboração e a experimentação. Ao promover esses encontros, as organizações não apenas contribuem para o desenvolvimento de novos talentos, mas também se conectam, em tempo real, ao futuro que está sendo desenhado pelas próximas gerações de inovadores.
